segunda-feira, 8 de outubro de 2018


Eles podem ser coloridos ou apresentar apenas uma cor, de capa dura ou até mesmo digital, muitos, se vendem pela capa. A quem diga que ele se torna mais interessante quando há imagens dentro dele, outros apenas se importam com o conteúdo. O livro tem uma importância histórica na sociedade, pois surgiu na forma de papiro no Egito Antigo, transformou-se em pergaminho, posteriormente, com a invenção da prensa por Gutemberg veio as publicações em forma como conhecemos, e nos dias atuais chegamos aos meios digitais, com os famosos e-books.
No entanto, com a profunda evolução de suas características de suporte, os livros nunca mudaram a sua essência de documentar e transmitir um ensinamento ou mensagem. A cada dia, e a cada geração, o índice de escritores cresce de modo acelerado, porém, o seu público-alvo: os leitores, ainda não acompanham o mesmo ritmo.
De acordo com a última edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, desenvolvida em março de 2016, pelo Instituto Pró-Livro, o brasileiro lê em média 2,43 livros por ano. O estudo também revela que 30% da população nunca comprou um livro, o que vem de encontro com o índice de analfabetismo no país que atinge 11,5 milhões de pessoas.
Diante dos fatos, a Família Rotária que está comprometida no mês de setembro com a educação básica e alfabetização, realiza anualmente diversos projetos que tentam estancar a taxa de analfabetismo e incentivam o hábito da leitura.
Em vista disso, a Vitrine de Projetos adentra no mundo da leitura e vai até o Distrito 4710, no Rotaract Club de Jacarezinho, para conhecer o projeto #LivroPerdido, que envolve clubes do México, Costa Rica, Peru, Argentina e Bolívia.
O projeto é baseado em um projeto mundial conhecido como “Club of the lost books”, que consiste em perder livros em espaços públicos para disseminar o hábito da leitura. Trazendo um traço moderno, a ideia foi inovada para alcançar mais facilmente a população jovem adicionando hashtags nas mídias sociais, Instagram, Facebook, Snapchat e WhatsApp.
O #LivroPerdido foi dividido em quatro etapas: coletar livros, usados ou novos; divulgar nas redes sociais; “perder” os livros; e ter o feedback dos participantes do projeto através das redes sociais.
Na primeira fase, o Rotaract Club de Jacarezinho conseguiu através de doações livros de literatura infanto-juvenil. Na segunda parte, os rotaractianos utilizaram as redes sociais para explicar o projeto e divulgar os locais aonde poderiam ser encontrados os livros.
Atualmente, o projeto está na sua terceira etapa: “perder” os livros. Conforme o projeto, alguns companheiros do clube levam os livros para os pontos escolhidos, depois de deixados é tirada uma foto do local e postado uma breve descrição dos livros que estariam naquele ponto, assim incentivando a ida das pessoas até o local.
Com o projeto em andamento, até o momento o clube obteve um investimento de R$ 26,00, com as impressões de marca página. Em relação as parcerias, o Rotary e Interact de Jacarezinho auxiliaram na arrecadação de livros e divulgação do projeto.
Segundo o presidente do Rotaract Club de Jacarezinho, Luís Fernando Ruiz, o clube optou em mudar a estratégia original do projeto, adaptando para a realidade do seu município. Foram montadas duas caixas para os livros, as quais foram adesivadas com a logo do clube e deixadas nos locais escolhidos. “Esse foi o diferencial no modo de realizar o projeto, a ideia era de realmente deixar cada livro em algum ponto da cidade, como se estivesse “perdido”, porém escolhemos por essa estratégia de eleger alguns locais específicos”, explica ele.
O resultado, ainda preliminar, já revelou o sucesso do projeto.
“Houve uma procura muito grande pelos livros. Nos primeiros dias muitos dos livros deixados já não estavam mais nas caixas”, relata o presidente.
O #LivroPerdido tem a previsão de findar em novembro deste ano, e após isso, vem a quarta etapa: o feedback. Com a hashtag criada será possível mensurar os resultados e gerar uma interação entre as pessoas que participaram do projeto, consequentemente dando visibilidade ao Rotaract.
O projeto de Jacarezinho incentivou os cidadãos da cidade a ler mais. Os “novos” donos dos livros perdidos foram agraciados pelo saber e conhecimento. E você, quantos livros você lê por mês? Quantos livros você lê por ano?
Fica a reflexão.
Quer conhecer mais sobre o projeto? Acesse: https://www.facebook.com/ rotaractdejacarezinho


O nosso primeiro contato com as palavras geralmente surge quando ainda somos pequenos. Uns verdadeiros balbucios em uma própria língua inventada. Logo, a mão segurava, de modo desajeitado, o lápis que desenhava certos rabiscos formando seu nome. As consoantes e vogais se tornam o casamento perfeito quando ingressamos na escola. E quando damos por si, em qualquer letreiro, por onde passávamos, conseguíamos dizer o que estava escrito.

Todavia, infelizmente, nem todos seguem essa cronologia. No mundo, existem cerca de 70 milhões de crianças que não possuem acesso à educação básica e mais de 800 milhões de pessoas acima de 15 anos são analfabetas. No Brasil, de 2016 a 2017, a taxa de analfabetismo entre pessoas com 15 anos ou mais de idade foi estimada em 7%, uma queda de 0,2 ponto percentual em relação aos 7,2% registrados em 2016, o equivalente a menos de 300 mil pessoas. Apesar da queda, o país registrava em 2017, 11,5 milhões de analfabetos.

Esses dados fazem parte da pesquisa Educação 2017, que o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou em maio de 2018, com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicilio Contínua (Pnad Contínua).

No mês de setembro, a família rotária instiga nos seus clubes para trabalharem nas suas comunidades a educação básica e alfabetização, indo ao encontro com o Dia Mundial da Alfabetização, celebrada no dia 8 de setembro.

O analfabetismo não está apenas presente nas crianças e adolescentes, ele também atinge outra parcela da população: os adultos e idosos. De acordo com a pesquisa do IBGE, a taxa de pessoas que não sabem ler e escrever persiste para as idades mais avançadas. Em 2017, entre as pessoas com 60 anos ou mais, a taxa foi de 19,3%, 1,1 ponto percentual menor do que em 2016 (20,4%).

E nessa busca incessante na redução de analfabetos no Brasil, que a Vitrine de Projetos viaja até o Distrito 4650, mais precisamente ao Rotaract Club de Joinville, para falar sobre o “Projeto de Alfabetização de Adultos Comunidade Jardim Edilene”, que em 2017 inspirou e transformou a realidade de algumas pessoas.

O Rotaract Club de Joinville observou que uma parcela da sociedade, devido às dificuldades financeiras, acabou deixando os estudos de lado. Com essa problemática levantada, surgiu a ideia de melhorar a formação de adultos que nunca tiveram a oportunidade de se alfabetizar, assim, surgiu o projeto Alfabetização de Adultos Comunidade Jardim Edilene.

De acordo com o clube, o projeto veio ao encontro com a quarta etapa da Batalha Distrital desenvolvida pela Comissão Distrital de Projetos do Distrito 4650, onde os clubes de Rotaract se desafiavam a escrever e executar ao menos em uma das etapas um projeto voltado a área de enfoque do Rotary.

Com o “pontapé” dado, o clube realizou uma pesquisa de público e buscou profissionais para ministrarem as aulas. Diante dos levantamentos, a comunidade Jardim Edilene, localizada na Zona Sul de Joinville foi a escolhida para receber o projeto.

O local que serviu de sala de aula, foi um ginásio construído pelo Rotary Club de Joinville. Durante o projeto, foram oferecidos gratuitamente materiais didáticos, alimentação e certificação de conclusão.

As aulas iniciaram em maio de 2017 e findaram em novembro do mesmo ano, com a formatura. Com uma periodicidade semanal, aproximadamente 20 alunos foram agraciados pelo ensino da leitura, escrita e interpretação de textos.

Em questão financeira, todo o projeto teve um investimento de R$ 3.627,50, sendo que os maiores valores ficaram concentrados na contratação de professores de Língua Portuguesa (R$ 1.200,00) e alimentação (R$ 1.000,00).

De acordo com os rotaractianos do clube, a maior recompensa do projeto foi “ver a alegria dos alunos a sábia maneira de conseguirem escrever seu nome com segurança e de lerem trechos de livros sem auxílio de terceiros”.

Ainda estamos engatinhando para baixar a taxa de alfabetismo no Brasil, porém são projetos como esse que inspiram e trazem uma diferença considerável na vida dos seus acolhidos. Com certeza, a cada rabisco em uma folha de papel destes estudantes, a cada palavra falada e entendida, a marca Rotaract estará presente nos seus pensamentos.

  
Quer conhecer mais sobre o projeto? Acesse: https://www.facebook.com/ RotaractClubJoinville/



No Brasil, o mês de agosto foi marcado pelo início da campanha de vacinação contra a poliomielite e sarampo. A campanha nacional que iniciou no dia 6 de agosto e tem previsão de encerramento no dia 14 de setembro, tem como objetivo vacinar todas as crianças com idade entre 1 ano e menores de 5 anos, independentemente de sua situação vacinal.

De acordo com o último levantamento do Ministério da Saúde, mais de dez milhões (10,2) de crianças de um a cinco anos no país receberam o reforço de vacinação e estão protegidas contra a pólio e sarampo. Conforme o sistema, 91,3% do público-alvo da campanha recebeu as duas vacinas.

Somando a campanha, a Família Rotária atuou intensamente levando informações à comunidade e alertando as famílias sobre a importância em vacinar seus filhos contra a poliomielite e sarampo. Clubes de Rotary, Rotaract e Interact foram às ruas, acompanhados do Zé Gotinha, e realizaram suas ações.

Diante de diversos projetos desenvolvidos pela Família Rotária, a Vitrine de Projetos, divulga o #Brasilsempolio, do Distrito 4310, que “viralizou” nas redes sociais mostrando fotos de rotaractianos segurando a sua carteira de vacinação atualizada e desafiando outros companheiros a fazerem o mesmo.

A ideia do projeto surgiu após a divulgação de notícias nos meios de comunicação, sobre a possível volta de doenças até então consideradas erradicadas no país, como a poliomielite e o sarampo. Diante da falta de conscientização e da crescente corrente de campanhas antivacinação, o Rotaract Club de Agudos notou a necessidade de alertar a população sobre a importância das vacinas no bloqueio dessas doenças, visto que o projeto de maior impacto do Rotary é a campanha End Polio Now.

Segundo a presidente do Rotaract Club de Agudos, ano rotário 2018-19, Jéssica Tavares Machado, foi um projeto simples e muito gratificante de se realizar. “Começou com a sugestão de uma associada, que foi aprimorada em discussão com o clube, e que utilizando da grande ferramenta que são as redes sociais, acabou tomando uma proporção muito bacana, com pessoas de vários Estados do país aderindo”, destaca ela.

A campanha #Brasilsempolio consistiu em realizar uma corrente por meio das redes sociais (Facebook e Instagram). O projeto iniciou no dia 11 de julho com uma postagem explicativa na página do clube. Posteriormente, uma companheira de Agudos postou sua foto com a carteirinha de vacinação, juntamente com o texto elucidativo da campanha. Ao final do post, ela desafiou três companheiros (familiares, amigos ou membros da família rotária) a fazerem o mesmo, e a corrente se formou desta forma, a cada nova foto, mais pessoas desafiadas. “Tudo que precisamos fazer foi criar um texto explicativo de conscientização da importância da vacinação, postar nossas fotos comprovando que fomos vacinados, e desafiar pessoas para que fizessem o mesmo. A partir daí o projeto foi crescendo por si só”, salienta.

Com isso, as postagens viralizaram com a hashtag #Brasilsempolio, como uma ferramenta, e de forma a facilitar a mensuração do alcance do projeto. De acordo com o clube, cerca de 16 cidades participaram da campanha, sendo: Agudos, Rio das Pedras, São Manuel, Lençóis Paulista, Piracicaba, Indaiatuba, Tupã, Garça, Cabreúva e Americana no estado de São Paulo; Palmeira das Missões, Santo Ângelo e Cerro Largo, no Rio Grande do Sul; Iturama e Araxá em Minas Gerais; e Paranaguá do Paraná.

“O clube ficou extremamente surpreso e feliz com a proporção do projeto. De início, a ideia era que somente os associados postassem, porém, resolvemos aderir ao movimento de desafios e correntes das redes sociais, desafiando companheiros da família rotária, amigos e familiares, o que acabou dando muito certo, levando a ideia para diversos lugares do país. Vimos clubes que adaptaram o projeto e reproduziram de outras formas, o que nos deixou muito contentes de ver que a ideia se espalhou e foi aprimorada”, comemora a rotaractiana Jéssica.

Projetos inspiradores são os que fazem a diferença na nossa cidade, estado e país. De uma ideia simples e sem custos, o Rotaract Club de Agudos, do Distrito 4310, conseguiu um alcance em pelo menos quatro estados, e ajudou no combate a prevenção a Poliomielite no nosso País.

Quer conhecer mais sobre o projeto? Acesse: https://www.facebook.com/rotaract.agudos/

Por meio de projeto, Rotaract Club de Santa Maria incentiva à leitura para crianças

“Era uma vez…” as principais histórias infantis iniciam desta maneira e sempre apresentam no seu final “…e foram felizes para sempre”. No Distrito 4660, aconteceu algo semelhante, uma ideia brilhante deu asas à imaginação de pequenos leitores. O Rotaract Club de Santa Maria idealizou o projeto “Doe a um pequeno leitor”, com o objetivo de promover o acesso à leitura aos alunos da Escola Municipal de Ensino Infantil e Fundamental Nossa Senhora da Conceição, na cidade de Santa Maria – Rio Grande do Sul.

A parceria do Rotaract com a Escola Nossa Senhora da Conceição existe há 18 anos, inclusive o clube surgiu de um grupo de amigos que já ajudava a instituição. Em 2015, identificando a necessidade de proporcionar maior alcance à leitura para as crianças daquela comunidade, foi desenvolvido um projeto atrelado ao Dia das Crianças chamado “Vamos ler mais?”.
Todavia, os associados do clube ainda não estavam satisfeitos e decidiram planejar algo que fosse mais incisivo ao hábito da leitura. Instigados pela pesquisa Retratos da Leitura, realizada pelo Ibope por encomenda do Instituto Pró-Livro, apontou em 2016 que 44% da população brasileira não lê e 30% nunca comprou um livro. Além disso, o índice de leitura, apesar de um pequeno progresso, indica que o brasileiro lê apenas 4,96 livros por ano. Desses, 0,94 são indicados pela escola e 2,88 lidos por vontade própria.

Diante do exposto o Rotaract Club de Santa Maria identificou a oportunidade de ampliar aos pequenos o acesso a livros de sua preferência, incentivando o hábito de ler e também da imaginação nas crianças que vivem na comunidade Nossa Senhora da Conceição e estudam na escola homônima.

Em busca dos pedidos de leitura, os associados realizaram gravações em vídeo com as crianças perguntando-as sobre quais livros elas sonhavam em ler. De turma em turma, o grupo filmou três alunos por vez. Ao todo, foram 35 crianças que participaram das filmagens. Os livros mais solicitados foram: gibis, livros de fadas, de princesas, de monstros e outros de ficção.

Com a parceria fechada com a Feira do Livro de Santa Maria, edição de 2018, o clube apresentou ao público visitante da feira, os vídeos das crianças através de tablets. Em apenas cinco dias de feira, o clube conseguiu arrecadar 35 livros para serem doados à Escola. No final, foram arrecadados 107 livros, beneficiando 100% dos alunos da escola.

Resultados


Com o término da feira, os associados e convidados foram até a escola e entregaram os livros sonhados pelos pequenos e futuros leitores. Em relação a comunidade, as lições aprendidas dizem respeito ao fato de que realidades e ideologias diferentes da nossa as vezes geram conflitos ou um parecer estranho para muita gente. Muitas crianças não têm acesso a livros ou incentivo dos pais à leitura. Portanto, é necessário compreender as diversidades, conhecer e aceitar diferentes formas de pensamento e costumes.

O acesso a informação na comunidade é ainda limitado, dessa forma foi possível trazer a oportunidade das crianças ganharem um livro que elas sempre desejaram. Em uma ocasião favorável, junto aos dias da realização da Feira do Livro, o clube conseguiu ampliar a participação para a doação de livros a toda comunidade santa-mariense e através do projeto, o que não gerou nenhuma despesa.

“Doe a um pequeno leitor” inspirou a leitura. Aflorou a imaginação das crianças da escola escolhida. Com esse impacto literário fez e fará mudanças satisfatórias na formação destas. Um projeto que iniciou com “era uma vez..” se concretizou através dos sorrisos nos olhos dos alunos em um “…e foram felizes para sempre”.

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