Eles podem ser coloridos ou apresentar apenas uma cor, de capa dura ou atĂ© mesmo digital, muitos, se vendem pela capa. A quem diga que ele se torna mais interessante quando hĂĄ imagens dentro dele, outros apenas se importam com o conteĂșdo. O livro tem uma importĂąncia histĂłrica na sociedade, pois surgiu na forma de papiro no Egito Antigo, transformou-se em pergaminho, posteriormente, com a invenção da prensa por Gutemberg veio as publicaçÔes em forma como conhecemos, e nos dias atuais chegamos aos meios digitais, com os famosos e-books.
No entanto, com a profunda evolução de suas caracterĂsticas de suporte, os livros nunca mudaram a sua essĂȘncia de documentar e transmitir um ensinamento ou mensagem. A cada dia, e a cada geração, o Ăndice de escritores cresce de modo acelerado, porĂ©m, o seu pĂșblico-alvo: os leitores, ainda nĂŁo acompanham o mesmo ritmo.
De acordo com a Ășltima edição da Pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, desenvolvida em março de 2016, pelo Instituto PrĂł-Livro, o brasileiro lĂȘ em mĂ©dia 2,43 livros por ano. O estudo tambĂ©m revela que 30% da população nunca comprou um livro, o que vem de encontro com o Ăndice de analfabetismo no paĂs que atinge 11,5 milhĂ”es de pessoas.
Diante dos fatos, a FamĂlia RotĂĄria que estĂĄ comprometida no mĂȘs de setembro com a educação bĂĄsica e alfabetização, realiza anualmente diversos projetos que tentam estancar a taxa de analfabetismo e incentivam o hĂĄbito da leitura.
Em vista disso, a Vitrine de Projetos adentra no mundo da leitura e vai atĂ© o Distrito 4710, no Rotaract Club de Jacarezinho, para conhecer o projeto #LivroPerdido, que envolve clubes do MĂ©xico, Costa Rica, Peru, Argentina e BolĂvia.
O projeto Ă© baseado em um projeto mundial conhecido como “Club of the lost books”, que consiste em perder livros em espaços pĂșblicos para disseminar o hĂĄbito da leitura. Trazendo um traço moderno, a ideia foi inovada para alcançar mais facilmente a população jovem adicionando hashtags nas mĂdias sociais, Instagram, Facebook, Snapchat e WhatsApp.
O #LivroPerdido foi dividido em quatro etapas: coletar livros, usados ou novos; divulgar nas redes sociais; “perder” os livros; e ter o feedback dos participantes do projeto atravĂ©s das redes sociais.
Na primeira fase, o Rotaract Club de Jacarezinho conseguiu através de doaçÔes livros de literatura infanto-juvenil. Na segunda parte, os rotaractianos utilizaram as redes sociais para explicar o projeto e divulgar os locais aonde poderiam ser encontrados os livros.
Atualmente, o projeto estĂĄ na sua terceira etapa: “perder” os livros. Conforme o projeto, alguns companheiros do clube levam os livros para os pontos escolhidos, depois de deixados Ă© tirada uma foto do local e postado uma breve descrição dos livros que estariam naquele ponto, assim incentivando a ida das pessoas atĂ© o local.
Com o projeto em andamento, até o momento o clube obteve um investimento de R$ 26,00, com as impressÔes de marca pågina. Em relação as parcerias, o Rotary e Interact de Jacarezinho auxiliaram na arrecadação de livros e divulgação do projeto.
Segundo o presidente do Rotaract Club de Jacarezinho, LuĂs Fernando Ruiz, o clube optou em mudar a estratĂ©gia original do projeto, adaptando para a realidade do seu municĂpio. Foram montadas duas caixas para os livros, as quais foram adesivadas com a logo do clube e deixadas nos locais escolhidos. “Esse foi o diferencial no modo de realizar o projeto, a ideia era de realmente deixar cada livro em algum ponto da cidade, como se estivesse “perdido”, porĂ©m escolhemos por essa estratĂ©gia de eleger alguns locais especĂficos”, explica ele.
O resultado, ainda preliminar, jĂĄ revelou o sucesso do projeto.
“Houve uma procura muito grande pelos livros. Nos primeiros dias muitos dos livros deixados jĂĄ nĂŁo estavam mais nas caixas”, relata o presidente.
O #LivroPerdido tem a previsĂŁo de findar em novembro deste ano, e apĂłs isso, vem a quarta etapa: o feedback. Com a hashtag criada serĂĄ possĂvel mensurar os resultados e gerar uma interação entre as pessoas que participaram do projeto, consequentemente dando visibilidade ao Rotaract.
O projeto de Jacarezinho incentivou os cidadĂŁos da cidade a ler mais. Os “novos” donos dos livros perdidos foram agraciados pelo saber e conhecimento. E vocĂȘ, quantos livros vocĂȘ lĂȘ por mĂȘs? Quantos livros vocĂȘ lĂȘ por ano?
Fica a reflexĂŁo.
Quer conhecer mais sobre o projeto? Acesse: https://www.facebook.com/ rotaractdejacarezinho


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